XIII – XI – MMXV

 

 

 

 

hidalgo ed philippe
Crédito imagem: LePoint.fr –  “Prefeita de Paris, Anne Hidalgo e o Primeiro Ministro Francês, Édouard Philippe”

Há exatos três anos nesta mesma data, na França, ataques terroristas aconteciam durante a madrugada. Tiroteios e sangue dominavam o cenário da capital francesa, Paris. Dentro de uma sala de espetáculos onde jovens aproveitavam de sua noite de fim de semana junto aos seus amigos, amores, familiares; atiradores entraram na sala e transformaram um show de música em banho de sangue. No Stade de France, uma bomba foi explodida no exterior do mesmo, nas ruas, atiradores faziam vítimas aleatórias pela cidade, miravam e tiravam vidas de parisienses e turistas que aproveitavam aquela noite nas charmosas ruas da cidade da Luz.

Enquanto tudo isso acontecia, lá estava eu, num vilarejo remoto não muito distante da cidade de Lyon, dormindo. E durante a madrugada meu celular começou a pipocar de notificações e a cada minuto que se passava mais informações chegavam e o número de vítimas só aumentava. Voltar a dormir naquela noite era difícil, quase impossível, mas o pior de tudo foi acordar na manhã seguinte e perceber que de fato – aqueles acontecimentos bárbaros e violentos – não faziam parte de um sonho, era a mais pura e vívida realidade. Juntamente com o país inteiro eu acordei com um enorme vazio dentro do coração e uma profunda tristeza por causa dos ataques e do número de mortos e feridos que se atualizavam a cada instante na televisão.

Tristeza e incompreensão, medo e incertezas, esses eram os sentimentos que tomavam conta de mim; dormir em paz em um dia e acordar na manhã seguinte com o país inteiro em choque e banhado de sangue, não existe nada de mais horrível e detestável nesse mundo. Três anos depois e mesmo assim, cada vez que eu fecho os olhos e deixo-me carregar para aquela aurora vermelha de sangue, a tristeza me domina; sinto-me incompleto, como se tivesse perdido uma parte do meu ser, do meu “eu” naquela noite.

Em memória de todas as vítimas, familiares, amigos, parisienses, franceses, e de toda a juventude do mundo, expresso os meus sentimentos e pêsames mais sinceros e profundos!

À la memoire de tous ceux qui sont tombés le 13 novembre 2015, à leurs proches, à leurs familles, aux parisiense, et à toute la jeunesse du monde, j’exprime mes sentiments et condoléances les plus sincères et profondes!

 

J.G.P.A – 13/11/2018 – Americana, SP – Brasil

 

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Destaque

O MUNDO ATRAVÉS MEUS OLHOS

OLHOS
Crédito foto: João Guilherme Pozzi Arcaro

Uma insólita autobiografia….

A proposta dessa sessão é apresentar ao público uma autobiografia expondo fatos e acontecimentos que me marcaram durante minha trajetória. Mostrar a influência e importância de cada uma das experiências pessoais e profissionais na formação do meu “ser”, da minha forma de pensar e agir. Tenho a convicção de que a vida é feita de momentos, ações completadas ou não, enfim, que a personalidade e a formação de uma pessoa são de fato o aglomerado de lembranças que nos conduz a desenvolver um determinado “modus operandi” no interior da sociedade na qual vivemos e participamos ativa ou passivamente.

 

Uma autobiografia onde não irei abordar cada uma destas experiências de forma cronológica, pois fatos marcantes acontecem a todo momento e, por isso, devem ser compartilhados conforme a inspiração do momento. Desejo dividir meus elementos biográficos com o público para facilitar, de certa forma, não apenas a leitura e compreensão de meus escritos, mas, igualmente, fazer com que o público entenda minha forma de racionalizar, observar e viver no mundo.

 

Por esta razão, convido os leitores a participarem comigo com suas experiências e pontos de vista, pois, cada indivíduo tem um olhar específico e único do mundo em que vive. A questão que será aqui exposta está longe de ser baseada em julgamento de valores ou opiniões tendo em vista que uma sociedade pode sim ser unida em sua diversidade. Por isso o respeito da opinião alheia é primordial para o bom funcionamento desta sessão.

 

Vivemos em um mundo onde não há tempo para debater, discutir e criar espaços dedicados ao diálogo, nos contentamos em ler a primeira página de um jornal, ou unicamente ouvir a chamada dos telejornais durante os comerciais da novela ou de nossos programas prediletos. Não somos capazes de dividir nossas felicidades ou nossas angústias, vivemos em uma sociedade que não nos permite dizer “não estou bem”, não há espaço para tristeza, não há tempo para ouvir a dor do outro e confortá-lo. Paradoxalmente, passamos horas e horas nas redes sociais publicando fotos daquilo que fazemos ou que estamos fazendo naquele exato momento, há tempo para imagens, para máscaras e fachadas; uma foto com um sorriso e todos acreditam que tudo está bem evitando-se desta forma qualquer diálogo. Nos afirmamos constantemente, mas nunca deixamos o outro entrar em nossas vidas.

 

Estamos nos tornando cada vez mais individualistas. Nos contentamos – infelizmente, ouso dizer – em viver de aparências. Então proponho-me a relatar a vocês minhas experiências, “O MUNDO ATRAVÉS MEUS OLHOS” no intuito de ir além das imagens e entrar na profundeza da essência de um ser e de um estar…

Quem sabe desta maneira não conseguirei – eventualmente – motivar e incentivar mais e mais pessoas a repartirem suas vivências?