PETIÇÃO #LIXOZERO

O Litteramundis, um universo competido e engajado com as propostas e ideais, como foi citado no texto “Pavão ou plástico”, disponibiliza abaixo o link para a petição no intuito de salvar o Parque Ecológico de Americana, interior de São Paulo, do lixo existente em tal local. Tendo também como objetivo a conscientização dos visitantes desse espaço para realizar o descarte correto e consciente do lixo!

Mesmo você não sendo um morador de Americana ou região, sua assinatura para esta causa! Conto com a colaboração de vocês!

 

PETIÇÃO #LIXOZERO

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DIA DOS (DE TODOS OS) ANIMAIS

St Fr
Crédito imagem: Instituto Dom Barreto

 

 

Ontem, dia 4 de outubro foi celebrado o “Dia dos Animais” e, não por pura coincidência, esta data coincide com o dia de São Francisco de Assis. O santo foi amante e defensor dos animais durante toda sua vida. Amar a natureza e celebrar esta data não pode se limitar apenas na prática (que eu mesmo faço com frequência) de tirar fotos ou as famosas “selfies” com flores, árvores e os animais de estimação. Amar a natureza – como amar tudo aquilo que está ao nosso redor – deve sempre ter como base e princípio o RESPEITO. O amor aos animais – como todo outro tipo de amor – deve ser completo e absoluto, sem condições. Não posso amar meu cão de companhia e detestar ou maltratar o animal do meu vizinho; sou assim levado a idolatrar todos os animais, inclusive o do meu vizinho. Temos de fato uma enorme – e errônea tendência – a desligar nossa imagem como seres humanos dos animais, e esquecemos que também somos animais! O dia dos animais então seria não apenas o dia do cachorro, do gato, da vaca, do porco, mas igualmente o dia dos seres humanos.

 

Nós nos comportamos de forma tão impositiva e dominante, como se fossemos os “reis” do nosso planeta, a espécie dominante, sapiente e inteligente, e assim nos desligamos, munidos de um assustador automatismo, das outras espécies. Graças à nossa evolução genética, social, religiosa e cultural, nos colocamos no topo da pirâmide como seres que dominam o planeta. Entretanto, este cenário nem sempre foi verdadeiro, milhares de anos foram necessários para que nós pudéssemos alcançar o topo da cadeia alimentar, social e civilizatória em nosso planeta. Não foi uma evolução da noite para o dia, longe disso, este processo durou milhares de anos e ainda continua acontecendo a cada instante.

 

Construímos grandes metrópoles, criamos plantas e seres vivos geneticamente modificados, hoje tudo (ou quase tudo) é possível ser desenvolvido em um laboratório. Mas, neste aspecto, peço cautela porque a Ciência moderna existe apenas há 500 anos, e nem tudo por ela pode ser explicado. Infelizmente, nossa própria sapiência está sendo ameaçada, e não pela existência de seres sobrenaturais que virão de outros planetas para nos dominar e escravizar, e sim por nós mesmos. A única espécie do planeta munida da RACIONALIDADE é também aquela que tem o poder de criar e modificar seu meio, habitar áreas remotas, como topos de montanhas ou grandes desertos (vide: Las Vegas). Ao mesmo tempo, somos destruidores do nosso meio, da Amazônia, do Cerrado, dos recifes de corais, dos Oceanos e assim por diante.

 

Somos “criadores-destruidores”. Algo tão paradoxal! Construímos em uma velocidade assombrosamente acelerada e, nesta mesma velocidade, também destruímos. Precisamos de fato pensar e refletir todos os dias sobre nossas práticas, e acredito que a data de ontem tem uma extrema importância para a reflexão. Somos seres racionais e inteligentes, do gênero sapiens, da espécie Homo, o que nos dá a possibilidade de rever certos conceitos e práticas que podem, não apenas levar à extinção e à destruição de outros animais, como a nossa própria ruína e desaparecimento.

 

Um lugar que tive a oportunidade de visitar que me fez pensar e refletir bastante sobre o meu “eu” e minhas práticas foi a incrível cidade de Assis, na Itália, que leva o nome de São Francisco. Nela viveu o homem que pregou suas crenças, de protetor dos homens, dos animais e da vida. Não importa de qual religião ou crença nós pertencemos, é inegável a quantidade de energias positivas que fluem naquela cidade. Cada canto tem uma história diferente, cada pedra vem até nós e nos conta um conto. De fato, é um lugar repleto de espiritualidade, paz e a cima de tudo de reflexão.

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UMA MUDANÇA NECESSÁRIA

 

VEGGIE
Créditos imagem: Instagram @alimentosveg

 

Ontem, dia 1º de outubro de 2018, uma data importante que pouco foi mencionada, falada ou comentada; entendo os motivos pelos quais tal data não foi devidamente divulgada e sua importância foi abafada: as mídias, assim como o conjunto da população (ao menos no Brasil) estão focadas e preocupadas com o evento do próximo domingo dia 7 de outubro, quando ocorrerão as eleições em nosso país. Entretanto, no meio desta confusão política, partidária, acredito que uma outra reflexão merece ser feita, discutida e colocada em pauta; em relação aos nossos hábitos e à nossa maneira de viver. Ontem, foi o dia Mundial do Vegetarianismo – mesmo eu tendo aderido a pouco a tal movimento, desconhecia que esta data existia e tampouco era comemorada no mês de outubro – antes de mais nada, gostaria de deixar explícito que o propósito deste texto não é de julgar, condenar nem tentar “converter” a leitora ou o leitor a aderir ao vegetarianismo; como todos os escritos desta plataforma, os objetivos são sempre levantar questões para caminharmos em direção à uma reflexão.

 

Não busco pregar nem difundir um “radicalismo” sobre ser vegetariano, contudo tenho a convicção que refletir sobre o assunto e nossos hábitos relativos ao consumo de carne seja necessário e de extrema importância. Por questões e problemas claramente ambientais em primeiro lugar, em seguida pela nossa própria saúde, devemos tentar modificar e alterar nossos hábitos em relação ao consumo da carne, para podermos então migrar para um tipo de consumo mais consciente e “eco responsável”.

 

Nunca pensei que um dia estaria escrevendo sobre e, muito menos, aderindo ao vegetarianismo, pois sempre tive um certo preconceito e ideias construídas sobre tal prática. Consumia carne todos os dias de maneira desenfreada, sem escrúpulos, nem reflexão. Era presunto no café da manhã, o bife “sagrado” da hora do almoço, aquela deliciosa coxinha de frango no café da tarde e um saboroso escondidinho de carne seca no jantar. Consumia carne em média quatro vezes ao dia, tanto pelo sabor como pelo prazer, mas também pela falsa e difundida ideia de que “o homem precisa de proteína animal que apenas a carne pode fornecer”; grande mito que já foi provado cientificamente que tal crença não é de toda verídica. Os churrascos – tanto adorados pelos brasileiros, mas também pelos nossos vizinhos uruguaios e argentinos – de cada domingo, quilos e quilos de carne vermelha ou branca. Um consumo sem um toque de reflexão de minha parte durante 24 anos da minha vida. Nunca havia parado para pensa sobre os motivos dos vegetarianos para aderirem à tal prática. Mas com a chegada da faculdade, a convivência com vegetarianas e vegetarianos, prática cada vez mais frequente e crescente na Europa, percebi que eles não eram “monstros verdes, comedores de mato, “com uma grande deficiência em proteína”; entre tantos outros preconceitos que possuía.

 

Mas quando parei para pensar, com um certo desligamento dos meus preconceitos e ideais, pude deixar de lado “minhas verdades” e aprendi a dialogar com os outros e a me interessar sobre “ser vegetariano” com mais sabedoria e objetividade.

 

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DE REPENTE

 

Crédito fotos: João Guilherme Pozzi Arcaro

 

 

“E de repente – sem mente – entramos nessa vasta corrente

e somos assim carregados sem termos um mínimo de consciência.

Seres inconsequentes, quase não dotados de decência,

ouso mesmo dizer que somos todos indecentes!

 

 

E de repente – lá estamos nós – distantes da natureza,

longe do seu vasto verde e de sua perfeita beleza de qual padece a cada instante um pouco de sua existência.

Seres indecentes, agindo de forma inconsequente, sem termos um mínimo de decência; não somos nada inocentes!

 

 

E de repente – agindo tristemente – não mais com este verde vivemos, destruímos, saqueamos e apreciamos esta demolição.

Queimamos, cortamos, podamos, e nem sequer nos importamos.
Seres pouco inteligentes, agindo com muita indecência na nossa vasta inconsciência!

Distantes da natureza, assassinos nos tornamos, e automaticamente assinamos nossas próprias sentenças indecentes.

 

E de repente – paramos e pensamos – com o que nos resta de nossa consciência: há ainda tempo suficiente para podermos salvar a grandeza desta muito bela, vasta e decente mãe, que atende simplesmente pelo nome de NATUREZA?
E de repente – assim quem sabe – nos tornamos um pouco mai sapientes? ”

 

 

J.G.P.A –  Milão, Itália – 04/08/2018

Destaque

O AMANTE DA NATUREZA

 

ecologia
Créditos: © Romolo Tavani / Fotolia

 

 

Sustentabilidade é o assunto em pauta. Cada vez mais caminhamos à criação de uma conscientização universal relativa ao assunto, vital para a nossa sobrevivência e existência, mas também capaz de gerar polêmicas e discussões diversas. A ecologia merece, então, um espaço especial no “LITTERAMUNDIS”; pois se não nos preocuparmos com o meio ambiente, com a ecologia, com um modo de vida mais responsável, iremos em direção à nossa própria extinção como espécie e levaremos simultaneamente outras centenas de milhares de espécies.

 

Nessa sessão minha proposta é explicar a importância de cada gesto e cada ação feita por nós e os seus respectivos impactos num contexto mais abrangente. Irei propor dicas e algumas mudanças de hábito que podem fazer toda a diferença num cenário global, como, por exemplo, dicas de como consumir com sabedoria e responsabilidade, como reduzir a nossa produção de lixo, como reduzir a utilização de produtos nocivos para o ambiente e assim por diante. E, ao mesmo tempo demonstrar que podemos salvar o planeta sem precisarmos adotar medidas drásticas ou dificilmente realizáveis; sou e continuo sendo um defensor das “pequenas coisas”, dos “pequenos gestos” que causam grandes efeitos.

 

Igualmente, outro objetivo central é de mostrar que, ao mesmo tempo em que aplicamos medidas que ajudam a melhorar as condições da natureza e dos ecossistemas em geral, nós, seres humanos conseguimos levar uma vida mais saudável, consciente, respeitosa não apenas conosco, mas para com todos os outros indivíduos do planeta. Ser ecológico não é apenas cuidar da natureza e do outro e sim cuidar dos nossos corpos, mentes e espíritos, e os resultados serão incrivelmente amplos.