A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO

A CARNE MAIS BARATA foto
Almoço em família – Fonte:meubistro.com/blog

 

Era domingo, a família estava reunida em plenitude e harmonia para a sagrada confraternização de todo domingo – era um ritual – que não podia passar em branco. Não importava o tempo que fazia, se estava sol ou chovendo, quente ou frio, o mais importante de tudo era de fato a reunião familiar.

 

Cada membro com suas particularidades e costumes únicos; agiam. Uns preferiam uma cerveja, outros optavam por um vinho ou até mesmo uma caipirinha, bem gelada. Era um hábito tão corriqueiro que não havia necessidade de se expressarem com palavras para saber quem ia fazer o quê, quem iria trazer a bebida, a comida, o protocolo já fazia parte do automatismo do ritual. Os mais jovens iam brincar de peão, bola, soltar pipa, correr no jardim, e sempre tinha no mínimo um ou dois que caíam de bicicleta e por fim, no meio de lágrimas e mercúrio sempre tinha uma das tias que estava lá cuidando dos joelhos ralados e dos arranhões que as crianças iam – de forma nada sutil – adquirindo ao longo do dia de domingo.

 

Obviamente, nem tudo era exatamente da mesma forma, de vem em outra, o mercúrio ardido da tia não resolvia quando uma das bisnetas caía d’uma das árvores e quebrava o braço ou a perna; aí só o doutor poderia resolver tal impasse. As conversas eram sempre boas, as risadas presentes, mas nem todos partilhavam das mesmas opiniões e crenças – o que gerava – inúmeras vezes discussões quase virulentas ao ponto de alguns primos irem embora antes mesmo do almoço ser servido. Mas não tinha sequer o menor problema, pois todos estriam lá no próximo domingo, no seguinte, no outro, e assim por diante; nada podia abalar a união familiar; nem mesmo as divergências no campo da política ou da preferência por um ou outro time de futebol…

 

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CEM ANOS DEPOIS… E NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO DAS TRINCHEIRAS – PARTE IV E FINAL

PARTE IV: Profecias apocalípticas… e agora?

 

Acredito que não exista um assunto que seja tão explorado de diversas formas e maneiras como o fim do mundo, da Humanidade. Filmes trazem seus efeitos especiais mais sofisticados para retratar os desastrosos acontecimentos que poderiam acontecer em nosso planeta caso o fim do mundo chegasse. Ondas gigantescas, chuva de meteoros, aquecimento global, desaparecimento das espécies – tanto da fauna como da flora – e por fim a extinção da raça Humana. Livros – abordam igualmente este assunto – e muitos artistas consagram seu tempo para imaginar, retratar e mostrar de suas respectivas maneiras o tão “esperado” (?) fim do mundo…

Mas o assunto está tão “à la vogue” e sempre esteve, pode parecer clichê, mas como dizem, “tudo o que tem um começo tem um fim”. Cientistas, intelectuais, pensadores, filósofos, biólogos, climatologias, historiadores entre outros estudiosos do planeta e da Humanidade tratam deste assunto também há muito tempo; talvez o momento tenha chegado para começarmos a nos preocupar realmente com o APOCALIPSE, indo além da ficção e levando em consideração dados científicos e embasamentos históricos para confirmarmos e defendermos a tese da extinção das nossas civilizações; está – ou talvez até tenha passado da hora – de refletirmos e agirmos sobre tais questões com mais seriedade e veracidade do que as cenas que vemos nas grandes telas de cinema, retratando com magistralidade e um certo toque romântico as teorias do fim do mundo. Talvez o fim não seja como num filme onde o herói beija pela última vez sua esposa e filhas e parte para o espaço para colonizar e construir uma nova civilização em outra planeta, levando em conta os erros cometidos pelos humanos na Terra, e nesse cenário, bilhões de pessoas ficam para trás e têm as mais diversas e trágicas maneiras de morrer.

 

 

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NO PRETÉRITO, JAMAIS!

PALMAS

 

Os dias e as horas passam, o relógio nunca para, nunca descansa

Um pouco como minh’alma e meu coração – toda vez que vem tua recordação.

Como é bom viver de lembranças!

Como é bom fechar os olhos e apenas lembrar.

Lembrar de cada instante que passei junto a ti!

Encho-me de tristeza e alegria, numa certa mistura de euforia,

Mas há também muita harmonia, sem espaço para a agonia.

O cheiro da tua pele, o som da tua voz,

Misturados com o banquete feito por tuas mãos,

Mãos que não me abraçam mais, mãos que não mais me confortam.

Mas preciso confessar-te algo, minha querida e eterna avó,

Tu vives em mim e para sempre viverás, carrego em mim teu fruto,

Eu mesmo sou fruto de teu fruto, fruto de teu sorriso.

Fruto que carrega tua doçura incomparável.

Tu deves me desculpar, se por ventura

Em alguns momentos eu choro pela tua ausência

Se a saudade que bate é mais forte do que eu.

E delicadamente, lágrimas escorrem dos meus olhos,

Que já estão molhados, agora, neste instante, enquanto escrevo-te tal poema.

 

***

 

Tu vives em meu coração,

Afinal “LE VRAI TOMBEAU DES MORTS, C’EST LE COEUR DES VIVANTS.”

E aqui tu viveras para todo o sempre, e quando me perguntarem,

Porque acredite, irão me perguntar sobre tua presença,

Sobre nossos momentos, juntos;

Sobre teus feitos, sobre tua vida,

Serei breve e apenas direi que tu nunca partiste

Nem tampouco morreste,

Tu continuas aqui, ao meu lado,

Seja na manhã do inverno ou na noite de verão

Sempre sentirei tua presença, sempre ouvirei teus conselhos.

Tu és e sempre serás eterna, mulher, mãe, irmã, avó: amor!

 

 

Hoje trouxe tuas preferidas,

Palmas, palmas de Santa-Rita;

Da Espanha, passando por Leme e por Santa Rita,

Por São Paulo e por fim Americana,

Trago-te, hoje, tuas preferidas.

Brancas e recém colhidas do jardim,

Desse jardim que fiz somente para ti!

Assim, tu sempre estarás no presente e até no futuro,

Mas no pretérito, JAMAIS!

 

J.G.P.A – 05/12/2018 – Americana, SP – Brasil

CEM ANOS DEPOIS… E NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO DAS TRINCHEIRAS – PARTE III

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“O reflexo de um país,” Rio de Janeiro, Brasil, 2015. Paul Clemence

Parte III:  Uma luta de classes “à la brasileira”, por favor!

 

Como foi defendida nas duas partes precedentes desta sequência de reflexões, esta terceira parte trará uma reflexão focada no Brasil e na luta de classes que impera em nosso país. Considero que esta luta é a única que seja verdadeiramente legítima e ao mesmo tempo interminável, pois ela está no princípio de todos os conflitos que conhecemos no Brasil e no mundo. Todas as guerras podem ser resumidas entre dois grupos (cada um com sua estranheza e seu toque heterogêneo): opressores de um lado do fronte lutando e travando batalhas contra os mais fracos, os desmunidos, os marginais, em outros termos, contra àqueles que não possuem os conhecimentos e os meios de produção, estes são os oprimidos, que por sua vez representam a maior parcela da população brasileira social e estatisticamente falando.

 

 

O opressor possui todos os meios e forças necessárias para garantir sua soberania e poder sobre a classe dos oprimidos, ele tem o conhecimento, a força de manipular massas e os meios de produção, desta forma os oprimidos são eternamente sujeitos a se submeterem à classe opressora; eles não têm nenhuma saída, nem tampouco um plano B, são totalmente dependentes do opressor. Porém, esta relação entre opressor/oprimido não pode ser considerada – em termos biológicos – como uma simbiose, mas sim, como uma relação parasitária. O opressor precisa da classe oposta para criar, produzir e acima de tudo: acumular riquezas. Do outro lado, o oprimido precisa estar à mercê de todas as condições impostas pela primeira classe para garantir sua subsistência. O parasita ou opressor, tem pleno conhecimento desta situação e sabe que se um oprimido não cumprir suas exigências ele tem à sua inteira disposição um exército de oprimidos para colocar no lugar daquele que se rebelou ou não aceitou tais condições. Então, ele usa, abusa e explora o oprimido até seu esgotamento (exatamente como faz um parasita) e quando este está totalmente gasto, ele simplesmente migra para outro corpo que também irá utilizar até seu desgaste final; o parasita em si, não mata diretamente seu hospedeiro, mas quando este último não lhe serve mais, ele simplesmente encontra outro hospedeiro, e assim o vírus opressor continua a se proliferar infinitamente.

 

 

Se olharmos na História podemos observar a construção social de uma classe intermediária, dos comerciantes, burgueses, enfim, uma classe que mudou de nomenclatura diversas vezes, para simplesmente se distinguir da classe dos oprimidos. Mas nessa pirâmide social não existe um espaço mediano no meio, ela é simplesmente composta de uma larga e extensa base de trabalhadores de todos os tipos e áreas de atuação, e uma ponta fina, minúscula e reservada a um grupo seleto e poderoso que ocupa a posição mais alta da pirâmide e comanda a sociedade como ela bem o deseja. A dita “classe média”, existe unicamente na teoria, entretanto, na prática a história é outra, ela é inexistente. Esta construção social serve única e exclusivamente para diferenciar o pobre (financeiramente falando) daquele que possui um pouco mais de meios; porém mesmo com uma grande diferença financeira entre estes dois grupos, os dois são partes integrantes da classe dos oprimidos. Em suma, apenas duas classes existem na nossa sociedade: a rica e a pobre, não há uma outra classe intermediária.

 

 

No Brasil a diferença de meios e de poder entre as duas classes é escancaradamente gigantesca, sendo a origem de tanta violência, guerra e conflitos em nosso país. A distribuição de renda no Brasil é absurdamente falha: “poucos com muito, muitos com pouco”; assim se resume a situação socioeconômica no Brasil.

 

 

Os ricos fazem parte da classe dominante e isso acontece em grande parte pela falta de manutenção e de controle sobre a taxação de heranças e patrimônios, fazendo assim com que a classe dominante sempre permanece no poder, no comando. Enquanto isso o pobre continuará sendo oprimido, pode até ser que ele consiga melhorar seu padrão de vida, seu poder aquisitivo, mudar de um bairro para outro, mas estará condenado à vida a servir a classe opressora. Aqui está a cartada de mestre dos poderosos: eles fazem com que os pobres acreditem que estão progredindo e crescendo social e economicamente na vida, desta forma, eles conseguem evitar rebeliões e manifestações da classe trabalhadora contra sua soberania opressiva; o novo ópio do povo no Brasil atual é: poder comprar um celular, um carro, uma casa própria e viajar uma ou duas vezes ao ano e, em seguida, voltar ao ofício.

 

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TIC – TOC

 

O costume da procrastinação.

 

Nossa, já estamos no mês de dezembro! O fim do ano está aí. Como passou rápido!” Quantas vezes já ouvimos e ainda ouviremos afirmações como estas, seguidas de tons de desespero, ansiedade, motivações vazias, resoluções que se dizem “mágicas” – “Vou fazer diferente ano que vem, irei mudar isso e aquilo…, mas só ano que vem, agora não.” É inegável que – temporalmente falando – o ano está chegando a termo, não posso contra argumentar tais fatos, porém, talvez seja esse o momento para entrarmos em uma reflexão sobre o tempo.

 

 

Estamos tão habituados – somos de certa forma – artistas, mestres da arte da procrastinação, deixamos tudo, ou grande parte dos nossos afazeres, para o último momento; nossa referência é o “prazo final” e assim seguimos nossas rotinas, corriqueiras e corridas; frenéticas. E postergamos de uma maneira incrível nossos deveres, obrigações e lazeres. Esperamos o fim chegar para tomarmos algumas atitudes; aguardamos o dia de Finados para irmos ao cemitério, o aniversário para presentear alguém, uma outra data importante para beijarmos, abraçarmos e pronunciarmos palavras que deveriam ser mais comuns em nossas vidas, como por exemplo, eu te amo ou parabéns; somos, na maioria do tempo, críticos com nós mesmos e também com os outros, mas ainda não aprendemos a sermos INCENTIVADORES.

 

 

Vivemos como engrenagens de uma grande máquina de produção, seguimos nossas rotinas banais, sem darmos a devida importância para o que realmente importa nas nossas vidas. Acordamos, tomamos nosso café, nos dirigimos ao trabalho, reclamamos do trânsito no regresso à casa, desperdiçamos incontáveis horas atrás de telas, sejam elas de computadores, celulares, televisões, e esquecemos assim da vida real, pois a vida virtual é uma zona de conforto que vicia. Não há motivo nem tampouco propósito em visitar aquele amigo ou primo que mora a alguns minutos ou a algumas horas de nossos lares, pois podemos simplesmente mandar uma mensagem, virtual. Convivemos e passamos mais tempo com nossos aparelhos, com nossas máquinas, ou como se diz “gadgets”, que estamos não apenas nos tornando vítimas e reféns de tais apetrechos, mas estamos NOS tornando e vivendo, e transformando nossas humanidades, nossas essências e existências em máquinas…Aos poucos estamos perdendo a capacidade de sermos sociáveis e de cultivarmos a arte do diálogo, das risadas verdadeiras ( que vão bem além de um “kkkkk” ou um emoji); e paralelamente – e de certa forma, paradoxalmente – pesquisadores e cientistas desenvolvem a cada dia que passa robôs e maquinários dotados da inteligência artificial quando as nossas próprias inteligências, capacidades e vivências se tornam igualmente ARTIFICIAIS.

 

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OLHOS MÍSTICOS

 

 

Ao cair da noite observo as estrelas;
maravilhas que cintilam e iluminam o céu.
E nesse instante – não posso me impedir –
nem sequer por um segundo de me lembrar,
de me recordar da magia de teu olhar! 

Contemplando as maravilhas da noite
lembro-me de teus olhos que brilham
mais que mil estrelas juntas.
Olhos misteriosos, quais segredos escondem de mim?
Olhos maravilhosos, quais feitiços estão por trás dessa beleza?

De repente, nem mesmo as estrelas são tão belas,
encho-me da vaga lembrança dos teus olhos;
Dominado – quase petrificado fico – pois aquele brilho…
Ah! Aquele brilho místico e sedutor,
dele não consigo esquecer-me e digo sem pudor:
“ Olhos! Olhos! Que belos olhos tu tens!”

Olhos que me calam, que me acalmam
olhos de deusa, sedutora e mágica!
Olhos de bondade, olhos de vontade!
Tenho em mim tanto desejo é muita vontade,
de ter o prazer de enfim poder nesses teus olhos, olhar…
Orar, contemplar e admirar essa beleza.

Olhos que tudo dizem e tudo escondem,
misteriosos e místicos, mais poderosos que os poderes dos deuses d’Olímpio!
Acalmo meu coração, e de repente, sonho.
Sonho de teus olhos que me olham, 
me devoram, sonho desse sonho do qual não quero acordar,
assim poderei por mais uma noite venerar,
esses teus belos olhos… místicos, singelos… demasiados de mistério!

olhos Kali

 

J.G.P.A – 20/11/2018 – Americana, SP – Brasil

CEM ANOS DEPOIS… E NUNCA ESTIVEMOS TÃO PERTO DAS TRINCHEIRAS – PARTE II

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Pintura por Pedro Américo – A Guerra do Paraguai

Parte II: As atuais trincheiras brasileiras.

 

Vivemos em um cenário de guerra e conflito constantes, nenhuma teoria, pensador, filósofo, sociólogo, ou seja lá qual for a especialidade de tal indivíduo pode negar essa afirmação. No caso específico do Brasil a guerra que vivemos é interminável, mortífera e assustadora. Ela não está confinada nos morros ou em centros urbanos abandonados, ela faz parte do cotidiano de cada brasileira e brasileiro, habitante do Leblon ou da Rocinha, do Jardins ou de Teresópolis, ninguém está ao abrigo do conflito que impera e domina a terra tupiniquim.

 

Polícias patrulham cada esquina e bairro, câmeras de segurança são instaladas juntamente com alarmes e todo e qualquer tipo de proteção. Mulheres andam nas ruas com medo, jovens perambulam com a sensação de insegurança; viver no Brasil é de fato – a título comparativo – pior do que na Savana onde precisamos escolher entre matar ou morrer. Afinal, quem são os inimigos desse conflito fatídico e mortífero no nosso país? Quais são os dois lados? Quem é amigo de quem? E quem é o inimigo?

 

A guerra que aqui existe não é dividida em apenas dois polos como uma partida de futebol onde um time joga contra o outro: o conflito é aqui é de todos contra todos! É o da mulher que batalha para conquistar direitos numa sociedade misógina e machista, é o da comunidade negra que compõe 54 por cento da população que ainda não libertou da escravidão do preconceito, é o da comunidade LGBT+ que é massacrada em nosso país com números assustadores ( no Brasil a homofobia é tão opressiva que se mata mais gays, lésbicas, transexuais, bissexuais do que em 13 países em que relações homoafetivas são consideradas CRIME por lei), é o conflito também do pobre, do trabalhador (operário ou do campo) que a cada dia só perde direitos e saúde em prol da engrenagem capitalista da qual ele pertence. A guerra também – por incrível que pareça – é dos povos indígenas, únicos e verdadeiros donos dessa terra – que hoje habitam em “reservas”, em espaços que são oferecidos a estes povos como se fosse algo de que os governantes deveriam se orgulhar, mas não é nada mais do que a normalidade, eles merecem estas terras; e estas últimas estão ameaças pro grileiros, latifundiários, garimpeiros, madeireiros para assim explorar as riquezas naturais e mais uma vez fazer girar o motor da máquina econômica.

 

 

A guerra que vivemos não é apenas entre os indivíduos sociais aqui presentes e sim uma guerra contra a natureza, os ecossistemas, os animais… O individualismo – termo “à la vogue”, no Brasil e no  mundo desde o final do século XIX – é o grande vilão dessa História sangrenta, aliada, notoriamente, com a sociedade de consumo desenfreado e irresponsável; numa lógica que nos foi “vendida” e difusa de que ter e acumular seria sinônimo de poder e status social visando a ascensão e a construção de uma “elite”. Tal elite, a do consumo e das posses, não merece sequer ser respeitada como sendo uma elite, este termo deveria ser reservado aos intelectuais, músicos, artistas, ativistas, pensadores; elite deveria ser o adjetivo usado para classificar a classe de indivíduos que batalham – de forma pacifica e pacifista – por um mundo melhor, isso sim deveria constituir a elite; e não aquele que possuí o carro do ano, a cobertura no melhor edifício, ouro e diamantes, este é apenas e unicamente um indivíduo dotado de meios monetários, nada mais que isso.

 

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