PEDRA A PEDRA

 

 

 

 

SONETO III

“A cidade sentia falta do senhor

que pela jovem mulher perdera a vida.

Mas ninguém sentiu falta daquela insignificante

e outrora prostituta. Tinha Sumido.

A vida não dava oportunidades para ela

que tanto ansiava e buscava a mudança.

A facada contra o senhor a libertou.

Mas também a condenou para todo o sempre.

Capturada aos gritos da multidão:

“Prostituta, escória, assassina!

Queime a bruxa em praça pública!”

O prefeito e o clero ouviram as vozes da cidade

e assim decidiram obedecer.

No meio da praça…nua, humilhada, apedrejada, julgada… Ali sangrava pela última vez”

 

FIM.

 

J.G.P.A – 05/11/2018 – Americana, SP – Brasil

 

 

 

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