MULTIDÃO

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O Nascimento de Vênus (1484 e 1486) de Sandro Botticelli

 

“No meio de tantas faces e formas,

entre todas as sombras e imagens,

dentro da multidão, um brilho na escuridão.

Essa luz que brilhava e atraía minha atenção,

esse brilho robusto e formoso, belo e inquieto.

No meio de tantas pessoas e seres,

dentre todas as ilusões e mentes,

dentro da multidão, um brilho na escuridão.

Luz divina, luz de beleza

Ó céus, quanta grandeza!

Causadora de invejas e desejos

entre todos os guerreiros, de Tróia à Esparta;

Muitos levantariam suas espadas,

para desfrutar de tamanha presença.

No meio de todos e todas,

entre princesas e rainhas, príncipes e reis,

você cintilava, iluminava toda aquela multidão.

Luz infinita, chama eterna,

você era terna e bela.

No meio da multidão,

clarão, trovão e confusão; quebrando a escuridão,

silenciando o silêncio.

Deusa grega, deusa romana,

deusa de todas as crenças e religiões;

E eu? Pois bem, de longe lhe observava,

sendo aquilo que sou e sempre fui,

um mero mortal face à sua beleza imortal.”

 

 

 

J.G.P.A – Americana, SP – Brasil – 04/09/2018

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