UNIDOS PELO ROCK

rock
Capa do disco do grupo “Queen”, intitulado “We Will Rock You” de 1977, composto pelo guitarrista Brian May

 

Ah! Sábado à noite! Sim, ontem foi dia de dançar e cantar ao som de um dos ritmos e tipos de músicas mais difusos, conceituados e populares do mundo: o Rock and Roll. Esse gênero musical que nos transporta e nos leva a lugares e época diferentes, com letras engajadas ou simplesmente com melodias que envolvem e nos fazem dançar e por algumas horas, nos fazem esquecer de tudo. Tudo – repentinamente – se torna Rock!

 

O baterista começa com a percussão, logo o som do baixo se junta, depois a guitarra entra para a melodia e por fim o vocal começa a cantar e recitar as palavras que compõe as músicas. Uma mistura de sons e de ritmos envolventes e lá percebemos a mágica da música que nos domina, a união entre as pessoas que lá estavam presentes, todos dançando, cantando e se conhecendo.

 

Em um show de Rock não há espaço para brigas nem insultos, não existem bandeiras –  apesar de existirem ideologias – mas este momento foi a cima de tudo, um momento de união, um momento de dança. Todos juntos formando uma linda platéia com dois objetivos apenas: tirar o maior proveito possível das músicas e buscar uma diversão intensa e incondicional.

 

A noite passada me fez tão bem, pois fazia um certo tempo que eu não observava uma união entre pessoas diferentes, com valores e proveniências distintos; pessoas que – na maioria das vezes – nunca sequer tinham se visto, ou talvez tivessem se cruzado na rua mas sem notar a existência uma das outras. Mas graças ao Rock e as músicas de vários grupos e épocas, todos estavam lá, unidos, juntos. Não houve briga nem discussão, apenas diversão, o espírito do Rock dominou e imperou naquela sala de concerto.

 

Acredito que poucas coisas hoje em dia são capazes de unir pessoas que não se conhecem e que pensam de maneiras tão distintas como o Rock. As músicas de ontem não deixaram espaço para desentendimentos ou divergências políticas, éticas nem morais. As melodias fizeram com que corpos e bocas se mexessem, se encostassem, pulassem e se divertissem num patamar de igualdade.

 

Não existiam cores nem raças, religiões, classes sociais, ou melhor, existiam sim, mas estas estavam camufladas, até mesmo esquecidas pela magia envolvente do Rock. Tudo o que eu observei – me deixou, confesso – esperançoso em relação às nossas sociedades e civilizações, pude ver que, mesmo com diferenças e diversidade é possível vivermos e convivermos em paz, harmonia, alegria e felicidade.

 

Sobretudo neste momento onde a Internet e principalmente as redes sociais tomaram o fronte de batalha de toda e qualquer discussão, que protegidos pelas ecrãs dos computadores falamos e escrevemos tudo aquilo que queremos, sem medo nem receio, e principalmente sem precisarmos interagir diretamente com outras pessoas. As redes sociais criaram um espaço virtual tão grande que somos capazes de passar horas e horas lendo e nos “informando” através das mesmas, brigando, discutindo e expondo nossas diferenças sem escrúpulos.

 

 

Confesso que fazia um certo tempo que não tinha me acordado a oportunidade de ir a um concerto de Rock e talvez tinha até esquecido como essa música tem um poder tão forte de unir as pessoas. Claro, nem todo mundo aprecia esse gênero, mas pude observar que até para aqueles cuja fora seu primeiro contato com uma sala de Rock e com um show deste tipo, se deixaram carregar pela alegria que dominava o lugar. Para os fãs e amantes do gênero – estes que pedem suas músicas preferidas, que sabem de cor todas as letras – o êxtase os dominava como se fosse uma força maior, mística e ritualista.

 

 

E foi assim então que encerrei minha semana, com músicas que não saem da minha mente e um pouco mais otimista em que diz respeito à vida e à convivência em sociedade. Saí de lá com o sonho de ver um mundo melhor e mais unido ainda mais fortalecido, um sonho que às vezes me parece distante e talvez utópico, mas percebi de fato que ainda há esperança. Que o Rock e que todos os gêneros de músicas sejam símbolos de união em nossos cotidianos, que pensemos então nessas melodias antes de infligir um mal qualquer à uma pessoa, que pensemos antes de falar ou atacar um indivíduo. Desejo que nossas vidas sejam repletas de músicas e mensagens de amor, de euforia e felicidade, e que nossas diferenças sejam colocadas de lado para que possamos conviver em harmonia.

 

 

J.G.P.A – Americana, SP – Brasil, 14/10/2018

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