PAVÃO OU PLÁSTICO?

Pavão ou plástic
“Pavão ou plástico?” – Foto por: João Guilherme Pozzi Arcaro

 

ara leitora, caro leitor, peço de antemão desculpas pela crônica desta semana pelos dois seguintes motivos:  por razão das eleições presidenciais que ocorrerão amanhã, dia 07 de outubro de 2018, o Litteramundis traz sua crônica neste sábado dia 06, excepcionalmente e, também, porque esta crônica não abordará o assunto de tal evento, não porque não considero que não seja importante abordar as eleições deste ano nesse espaço, mas ainda é cedo para trazer qualquer escrito sobre tal evento.

De fato, vemos um Brasil – que não está dividido e polarizado como os grandes canais de comunicação nos querem fazer acreditar – a divisão está sim presente, porém ela não se faz em apenas dois polos distintos. Não vivemos um cenário de bipolarização da política, onde existe apenas duas possibilidades, dois candidatos, vivemos uma divisão de ideias que divergem em pontos cruciais para que tenhamos a esperança de, por exemplo, tentar explicar porque um determinado candidato não merece seu voto e o outro sim, afinal este não é o propósito deste espaço. Existe uma divisão muito mais profunda que a política que considero de extrema importância, a divisão de valores éticos e morais que levam alguns a votar para um candidato X ou Y. Quando me deparo com convicções – e às vezes  um fanatismo de grupos defendendo arduamente os presidenciáveis – fico um tanto assustado, mas ao mesmo tempo vejo na brasileira e no brasileiro um interesse crescente sobre o campo da política e que os indivíduos desta grandiosa nação possuem uma fonte inesgotável de energia para batalhar, trabalhar, lutar e não apenas em época de eleição, mas sim todos os dias.

Se posso tirar – com minhas convicções mais otimistas possíveis – um aprendizado do que venho observando durante esta corrida presidencial é a força do povo brasileiro, um povo que sofre e trabalha, e ainda assim tem tempo para ir às ruas, manifestar-se, defender suas ideias e seus ideais com fervor, com garra e muita determinação. Em contraponto, fico desolado quando observo o ódio sendo dissimulado e espalhado por certos campos da política, mas também vejo o amor do outro lado. E se você, eu, todos nós, brasileiras e brasileiros deixássemos de lado nossas diferenças em diferentes esferas, que por uma vez apenas não dividíssemos o Nordeste do Sudeste, o Norte do Sul e nos uníssemos de fato com uma nação? Que deixássemos de lado nossas divergências, que Paulistas e Cariocas se reunissem e parassem de competir para saber qual das cidades é a mais bonita?

 

E se todas e todos nós uníssemos nossas forças, nossas convicções, ódios, amores, medos, apreensões e transformássemos tudo isso em: INDIGNAÇÃO? Sendo sincero com cada uma e cada um de vocês, se nós não deixarmos de lado nossas diferenças partidárias, políticas, sociais, culturais entre outras diferenças que constituem a riqueza de nossa nação, iremos todos caminhar em direção ao abismo, e acreditem a queda será brusca, brutal e todas e todos irão sucumbir a um mal maior. Não importa quem será a nossa ou nosso representante que irá assumir o Planalto no dia 1º de janeiro de 2019, se nós não nos unirmos para a seguinte causa, nenhuma outra luta terá valido a pena de ter sido lutado, nenhuma só gota de suor terá valido o esforço para ir ao trabalho todos os dias, nada mais importará.

Então, você que vota no PT, no PSOL, no PSDB, no PSL, na REDE, no NOVO, no PODEMOS, no PCdoB, no PDT ou nos outros 26 partidos políticos que compõe nossa classe política com o contingente de 35 partidos. Venho até você, por meio deste texto, para lhe pedir uma única coisa: união. Neste momento, tenho a plena convicção de que não será aquela ou aquele que sentará na cadeira do Planalto que poderá nos salvar do nosso destino iminente e assombrosamente destruidor. Apenas a união das nossas diferenças poderá de fato alterar o curso da destruição da nossa civilização, do nosso planeta e da nossa espécie. Os fatos científicos estão presentes em todo lugar, pesquisas são realizadas por universidades de renome, cientistas premiados, as evidências estão por todos os lugares, basta abrirmos os olhos. Não é por acaso que esta crônica se denomina “Pavão ou plástico?”, não é uma mera coincidência e sim totalmente proposital e voluntária para que se faça alusão à matéria publicada pelo periódico “National Geographic” intitulada “Planet or plastic?” – (Planeta ou plástico?), em junho 2018.

 

NAT GEO
Capa do periódico National Geographic – “Planet or plastic?”

 

Esta crônica é na verdade um grande apelo pela união e pela conscientização de cada indivíduo que vive em solo brasileiro: uni-vos! Ricos, pobres, cristãos, evangélicos, muçulmanos, judeus, hindus, candomblés, protestantes, brancos, negros, pardos, morenos, loiros, altos, baixos, magros, gordos, homens, mulheres, crianças, idosos…. Esta luta é uma luta de todas e todos e só podemos vencê-la com as mãos dadas, lutando como espécie por nossa sobrevivência.

 

 

Não entrarei em detalhes numéricos nem quantitativos sobre a produção de resíduos e lixo que cada ser humano produz ou que toda a humanidade já produziu até agora, não porque não acredito que não seja importante, mas simplesmente porque estes dados são facilmente acessíveis em várias matérias e documentários com embasamentos científicos mais aprofundados e cautelosos. E também porque não busco apresentar uma lista exaustiva de números que muitas vezes temos dificuldade de imaginar suas respectivas amplitudes e respectivos impactos. Se eu falasse em bilhões de toneladas seria de fato um número que dificilmente poderíamos imaginar o que isso representa de verdade, por isso procurarei me ater à uma esfera menor, um aglomerado mais palpável e facilmente compreensível.

Esta semana visitei o Parque Ecológico da cidade de Americana no interior de São Paulo (onde moro) em busca de inspiração, de conexão com a natureza, pois espaços semelhantes – mesmo que contendo animais aprisionados, o que eu sou particularmente contra – me fazem criar um certo elo com a natureza, com a fauna e flora. Posso nesses espaços observar por horas o comportamento de um pavão ou de outro animal qualquer, como também posso observar a flora que lá existe, os diferentes tipos de flores e plantas que compõem o espaço. Tudo isso me traz uma paz interior e muita inspiração, não apenas para escrever mas para refletir. Durante essa visita, tive a oportunidade e a curiosidade de observar várias formas de vida distintas, quando me aproximei e pude observar em uma das margens do canal sacolas plásticas!

 

“Sacolas e garrafas” por João Guilherme Pozzi Arcaro

 

A partir daquele momento o foco e a ênfase da minha visita mudaram completamente, não observei mais os animais nem as plantas, mas procurei o lixo que estava presente por toda parte em proporções maiores das quais eu poderia imaginar. Afinal, estava em um Parque ECOLÓGICO, um lugar de conscientização sobre espécies em extinção, sobre o cuidado com os animais e com os ecossistemas diversos que constituem à biosfera. Fiquei revoltado com o que vi – e não nego que a tristeza tomou conta de mim ao mesmo tempo – lixo por toda parte, garrafas, sacolas, tampinhas, latinhas… Todo tipo de lixo, e logo me veio a ideia de que realmente o problema ali estava longe de poder ser resolvido baseado nos resultados das eleições presidenciais deste ano.

 

A partir daquele momento o foco e a ênfase da minha visita mudaram completamente, não observei mais os animais nem as plantas, mas procurei o lixo que estava presente por toda parte em proporções maiores das quais eu poderia imaginar. Afinal, estava em um Parque ECOLÓGICO, um lugar de conscientização sobre espécies em extinção, sobre o cuidado com os animais e com os ecossistemas diversos que constituem à biosfera. Fiquei revoltado com o que vi – e não nego que a tristeza tomou conta de mim ao mesmo tempo – lixo por toda parte, garrafas, sacolas, tampinhas, latinhas…. Todo tipo de lixo, e logo me veio a ideia de que realmente o problema ali estava longe de poder ser resolvido baseado nos resultados das eleições presidenciais deste ano.

Não são os políticos que serão eleitos que poderão resolver este problema gravíssimo do lixo dentro do Parque Ecológico de Americana, somos nós, cidadãos e visitantes do local que devemos nos conscientizar, uma vez por todas, e unirmos nossas forças para combater o descarte irresponsável de resíduos que nós mesmo consumimos e criamos. É mais fácil fazer aqui um clamor para que nós juntemos nossas forças e energias para resolver tal problema, do que esperar que aquela ou aquele que sentará no “trono” do Planalto o fará em nosso lugar.

Temos que agir em conjunto, devemos preservar este belo espaço, e lhe dar todo o cuidado e carinho que ele merece. Começando por nossas ações individuais de descartar corretamente nosso lixo, pasmem, existem lugares neste Parque que servem para tais fins: lixeiras! Surpreendente não é mesmo? Existem lixeiras de coleta (seletiva também) espalhadas por todo o Parque, então devemos utilizá-las para fazer o descarte apropriado de nossos dejetos. Não parece ser algo difícil, afinal aprendemos desde a escola primária que “lugar de lixo é no lixo”, mas parece que a simples fórmula de civilidade e consciência não vingou na nossa sociedade.

Lixeira
Uma lixeira reservada para resíduos plásticos – por João Guilherme Pozzi Arcaro

 

Obviamente penso aqui no Parque porque foi o lugar onde visitei, mas sei que o problema do lixo e principalmente do plástico é de fato um problema global. Mas nós podemos começar a fazer a diferença agindo nesta pequena escala, eu sempre defendo que as mudanças vêm de baixo para cima, ou seja, que se nós formos capazes de modificarmos o que ocorre no Parque, poderemos aplicar o mesmo modelo de conscientização e politização em que diz respeito às nossas práticas de cidadania relacionadas ao lixo que produzimos.

Não sei você, cara leitora, caro leitor, mas o Brasil que eu quero é um Brasil unido em uma guerra contra o lixo, contra o plástico! Pouco me importa quem sentará na cadeira presidencial no ano que vem, vamos nesta luta contra os dejetos, contra a poluição, não fiquemos à mercê nem à espera de políticas públicas ou de leis relativas ao destino de nosso lixo. A solução é simples, jogar o lixo, NO LIXO. Se eu começar a fazer assim, você, ela, ele, eles, elas, nós; se todos revermos nossas próprias práticas, poderemos mudar este cenário aterrorizante. O Brasil que eu quero é um Brasil consciente para com o grande problema do nosso tempo, que é de fato o consumo irresponsável e desenfreado e a produção de lixo e a poluição acarretada pelos nossos hábitos.

Eu quero um Brasil mais verde e consciente, um Brasil ecológico, um Brasil civilizado, um Brasil unido na “guerra” ao lixo, e não um Brasil dividido por diferenças partidárias. Acredite ou não, cara leitora, caro leitor, apenas nós como cidadãos podemos mudar o rumo da extinção de nossa civilização, não será a ou o Presidente que o fará em nosso lugar. Uni-vos! Contra o plástico, contra o lixo, contra a poluição! A união deve ser feita desde já, ou iremos todos padecer e desaparecer da superfície da Terra, nós seremos a futura espécie em extinção que hoje ocupa o recinto do Parque Ecológico. Não busco causar pânico nem medo, busco apenas trazer verdades de um futuro não muito longínquo…

 

Vamos salvar o Parque Ecológico de Americana do lixo! Vamos começar com nossas próprias mãos a cuidar deste espaço! O Litteramundis se engaja aqui em lançar rapidamente uma campanha para que nós possamos realizar uma limpeza e uma coleta de lixo no Parque Ecológico de Americana e conscientizar outros indivíduos da importância da nossa ação. #LixoZeroNoParqueEcológico.

 

 

Abaixo algumas fotografias do lixo que encontrei durante minha visita ao Parque:

Garrafa

Sacola

Plásticoo

Coca

 

J.G.P.A – O6/10/2018 – Americana, SP – Brasil

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